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"A globalização, a migração, o declínio da taxa de fertilidade, a participação das mulheres no mercado de trabalho… são mudanças irreversíveis que tornam o envelhecimento activo mais desafiador, e mais de que nunca, um imperativo. Mais desafiador porque o estatuto dos idosos mudou: já não vivemos – ou queremos tornar a viver! – numa sociedade patriarcal. Quando uma pessoa idosa necessita de ajuda, deixou de existir um exército de parentes (mulheres), para prestarem cuidados. Por outro lado, para aqueles que envelhecem bem, as perspectivas da velhice nunca foram tão agradáveis: mais e melhor saúde, mais apoio social, mais facilidades e maior rendimento financeiro. Contudo, para os menos privilegiados, não é tão fácil envelhecer. Por isso, as sociedades necessitam de desenvolver, urgentemente, mecanismos, estratégias e políticas para moldar um cimento, onde possam assentar experiências positivas de envelhecimento, para a maioria das pessoas. Esse cimento é, numa palavra: solidariedade. Solidariedade entre ricos e pobres, entre o norte e o sul, entre os sectores privados e os públicos - mas cima de tudo entre os jovens e os idosos. Esta solidariedade deve ser estimulada e nutrida: actualmente existem forças que se opõem e a tornam mais difícil de acontecer, do que no passado. Mas mesmo na nossa sociedade urbana e materialista, ela é alcançável. Até porque, é isso que as pessoas desejam e esperam." (Guia de Ideias para Planear e Implementar Projectos Intergeracionais, MATES, 2008)
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